Black Metal - Origens
02/08/2022 16:47 em Blog do Arcano

Além do Hora Soturna, tenho outro programa na Soturna Sintonia Webradio, chamado “Sacrilégio”, dedicado ao gênero Black Metal. Por ser um programa mais extremo, é transmitido de meia-noite às três da madrugada.

Mas o que seria o Black Metal?

 

Acredita-se que tudo começou com o Trash Metal, quando o som foi ficando cada vez mais extremo, dando origem ao Death Metal, e assim criando vertentes mais polêmicas e controversas que dariam início ao subgênero mais diabólico do metal: o Black Metal. Com seu estilo musical caracterizado por vocais guturais, guitarras altamente distorcidas, uso de blast beats na bateria, com os primeiros álbuns de sua história caracterizados por produção de baixa qualidade e estruturas sonoras não-convencionais. 

Com o tempo, o Black Metal evoluiu e deixou de ser apenas um gênero musical, para se tornar também uma ideologia. Seguindo por um caminho completamente oposto ao mainstream do metal, é um estilo sombrio, cru e agressivo que incorpora em suas letras temas como satanismo, anticristianismo e paganismo (especialmente dentro de suas formas mais antigas), sendo considerado usualmente o gênero musical mais extremo. E quanto ao estilo visual, os músicos do gênero são caracterizados por usar corpse paint, e vestuário preto com acessórios pesados, como pentagramas invertidos, correntes e braceletes pretos de couro com hastes de metal pontiagudas.

Sendo assim, percebemos que o Black Metal está inserido em um ambiente bastante hostil, especialmente durante a segunda onda do gênero na década de 1990.

A PRIMEIRA ONDA...

O Black Metal é um gênero conhecido por ter origens em duas ondas. A primeira onda surgiu com o Trash Metal, com bandas como Kreator, Slayer e Discharge, que inspiraram muitas bandas a tornar esse estilo ainda mais sombrio em um domínio que chamaram de Black Metal. Nesse contexto, a banda chamada Venom é considerada a primeira do gênero. Foi essa banda que cunhou o termo como título do seu segundo álbum, Black Metal (1982). O álbum de baixo orçamento, utilizava-se de letras satânicas, o que muitas bandas durante este período não estavam fazendo. Este disco foi considerado chocante e bastante controverso quando foi lançado, mas com o tempo veio a se tornar um dos maiores clássicos do Metal.

O progresso do gênero veio com a banda sueca Bathory que influenciou muitas bandas da cena escandinava do Black Metal. O vocalista Quorthorn também é considerado o precursor do uso de vocais penetrantes que vieram a se estabelecer no Black Metal. A banda tocou em seus primeiros quatro álbuns, incluindo seu debut, Bathory (1984), esse tipo de som, no entanto veio a uma mudança para um estilo mais viking metal em Blood Fire and Death (1988). A influência que a banda Bathory deu ao gênero é tão importante, que muitos acreditam que sem ela a cena Black Metal não existiria.

Também é importante notar o trabalho de Thomas Gabriel Fischer (Tom G. Warrior), que trouxe duas das bandas mais influentes durante este período, Hellhammer e Celtic Frost. Ambos os grupos influenciaram o Black Metal (e o metal extremo como um todo). Ele trouxe mais elementos orquestrais e expansivos para o Black Metal e fez com que o gênero tivesse um senso de agitação para se expandir e crescer. Ele também continua a fazer música com sua banda atual, o Triptykon e, fazendo com que o mundo do metal ganhasse um dos seus maiores ícones. Finalmente, o Mercyful Fate deu à luz a imagem que é vista dentro do Black Metal, com seu líder King Diamond usando um dos primeiros sinais de corpse paint. A inspiração para o Black Metal em sua forma atual é bastante óbvia e pode facilmente ser percebida na maioria dos grupos do gênero.

Em relação à instrumentação, os guitarristas preferem um som mais agudo com uma sensação de distorção mais pesada. Certas escalas, progressões de acordes e intervalos são bastante característicos do Black Metal. O solo de guitarra e o ajuste baixo, apesar de raros, também são usados, e podem ser vistos dentro de sub-gêneros mais amplos do Black Metal, como o Symphonic ou Progressive Black Metal. O trítono é também um símbolo-chave.

O baixo é visto como primitivo e não melódico, correspondente ao sentido das guitarras. A bateria é onde a velocidade é inculcada dentro do gênero, normalmente sendo tocada a uma velocidade ultrassônica com batidas explosivas que ocupam a maioria do som. Isto é algo que surgiu das raízes do gênero no Thrash Metal e evoluiu através da influência do trabalho de bandas como Slayer e Venom

Mas o toque mais característico desse gênero, sem dúvida, é o vocal. Bandas dentro desse estilo tendem a preferir um sentido áspero e agudo de gritos que muitas vezes se afasta do gutural do Death Metal – este estilo de canto pode ser usado dentro do Black, mas realmente como uma pequena característica ao invés da marca do cantor. Muitas bandas são consideradas como grandes influenciadoras desta forma de vocalização, e um grande exemplo disso é o Quorthorn, do Bathory.

Mas a maior polêmica, sem dúvida, gira em torna da ideologia de muitas bandas, que, muitas vezes, reflete seus shows ao vivo. Em vez de querer entregar um show bem produzido ou estabelecido, como uma banda como o Kiss, por exemplo, muitos dos ideais originais preferem tratar o show como uma experiência ritualística. O Gorgoroth é um desses exemplos, usando cabeças de animais, crucifixos invertidos e armamento medieval ocupando uma boa parte de seus cenários. A banda também adorna o traje típico do Black Metal, com botas de combate pretas, cintos cheios de munição e pulseiras de punho que ocupam boa parte de seu vestuário.

No entanto, a principal imagem do Black Metal está realmente no uso do corpse paint. Um desenho facial preto e branco, muitas vezes complementado por vermelho (para simbolizar o sangue). A imagem tem muito significado dentro da cultura Black Metal e muitas bandas a enxergam como dando uma aparência demoníaca para representar uma imagética mais anti-establishment. Este é mais um costume do que uma regra, no entanto, já que muitas bandas que usam corpse paint o fazem por razões diferentes do que os principais grupos da segunda onda do Black Metal – que veremos adiante.

Finalmente, o sentido tradicional do Black Metal vem de sua produção musical. Muitos álbuns no início da década de 1990 tinham capas minimalistas que continham imagens xerocadas e extremamente simplistas. Isso era uma reação ao Death Metal durante esse período, que usava um trabalho de arte extremamente elaborado. Muitos puristas desta cena usaram esse estilo de imagens, enquanto muitas bandas se desviaram disso. Certas obras de arte foram vistas como iconografia e um senso de criatividade.

Em outras épocas, o clássico do Emperor, In the Nightside Eclipse (1994) e outras capas de álbuns provocaram muitas reações controversas dentro da própria cena, como In Sorte Diaboli, do Dimmu Borgir. Mas não há um estilo definido de imagens para o Black Metal, apesar de que sempre percebemos uma imagem característica atribuída a esse estilo.

Quando o Black Metal começou, o gênero era visto como algo bastante underground e marginal, e por isso os artistas muitas vezes gravavam em estúdios de orçamento extremamente baixo (ou mesmo em suas casas, em alguns casos) e a partir disso seus álbuns ganharam um som distintivamente “lo-fi”. Muitas bandas, quando o gênero tornou-se popular na Noruega, mantiveram-se nesta crença e gravaram seus álbuns na mesma forma de baixo som, incluindo Transilvanian Hunger (1994), do Darkthrone. A banda usou esse método para retornar às raízes do gênero e dar um som clássico ao seu álbum. Novamente, isso é algo que é visto como um tema do Black Metal, mas não uma regra, já que muitas bandas se afastaram disso (especialmente as bandas mais tardias, como Dimmu Borgir ou Cradle of Filth).

 

 

A segunda onda do Black Metal e o Black Metal norueguês...

A esta altura pensava-se que o Black Metal estava morrendo, pelo menos dentro da sua então forma atual, com jornalistas importantes como Metalion da revista Slayer escrevendo “a última moda das bandas de black satânicas parece ter acabado”. Mas a tradição do Black Metal recusou-se a morrer, com várias bandas que não paravam de surgir. Destas temos as mais importantes, como Sabbat e Morbid Angel. A banda japonesa Sigh também estava fazendo grande barulho no Black Metal e teve contato regular com as primeiras bandas norueguesas. Seu clássico Scorn Defeat (1993) traz os primeiros sinais de que a primeira geração terminou e finalmente evoluiu para a segunda.

Pouco antes da segunda onda surgir na Noruega, álbuns importantes vieram de bandas como Rotting Christ, Blasphemy e Von, que mais do que certamente ampliaram o som, tornando mais fácil para essas bandas continuarem. Isso permitiu que bandas mais novas tomassem o gênero em certa direção durante o início dos anos 1990. Estes incluem algumas das bandas lendárias que conhecemos hoje como Immortal, Mayhem e Emperor. Oystein Aarseth (Euronymous), do Mayhem, é citado como tocando um novo estilo de guitarra que é mais associado com o Black Metal atual e o que muitos consideraram ser o estilo mais recente. Os grupos deste período fizeram a imagem do corpse paint o seu padrão e fizeram muito de sua música ir de encontro ao que era visto como uma forma opressiva do cristianismo na Noruega. Isso também deu origem a muitas das críticas que o gênero começou a sofrer durante este período, e muitas das controvérsias que causou.

Euronymous também é creditado por abrir uma loja de discos em maio/junho de 1991 intitulada Helvete (“hell” quando traduzido para Inglês) em Oslo. Tornou-se um dos lugares mais visitados na Noruega para o Black Metal e é onde muitas vezes bandas como Mayhem, Burzum, Emperor e Thorns se reuniam. Euronymous também iniciou uma gravadora chamada Deathlike Silence Productions, que trabalhou com grupos como Sigh, Enslaved e Mayhem.

Infelizmente, o vocalista conhecido como Dead (Per Yngve Ohlin), do Mayhem, cometeu suicídio na casa da banda em 1991. Os músicos companheiros descrevem-no como estranho e deprimido. Ele costumava enterrar suas roupas antes de se apresentar para certificar-se de que ele pareceria estar morto, e cortava seus pulsos no palco. Ele também é creditado pelo baterista do Mayhem como sendo o primeiro a usar corpse paint. Ele foi encontrado por Euronymous com fendas nos pulsos e um tiro na cabeça. Ele também escreveu uma nota de suicídio, declarando que estava arrependido por ter disparado a arma dentro de casa e escreveu uma nota pedindo desculpas pelo sangue. Euronymous comprou uma câmera descartável e tirou uma foto do corpo de Dead antes de fazer qualquer outra coisa com o vocalista. A imagem, na verdade, tornou-se a capa para o álbum Dawn of the Black Hearts (1995).

Então vieram outras histórias mais cavernosas sobre o ocorrido. Como por exemplo a de que Euronymous tinha feito um guisado dos pedaços do cérebro de Dead e deu partes de seu crânio a outros magos do Black Metal que julgou serem “dignos”, na forma de colares. Ele também usou a morte de Dead para dizer que ele cometeu suicídio porque o Black Metal tinha se tornado muito moderno e comercializado.

Outro momento bastante polêmico no Black Metal veio dos incêndios em igrejas em 1992. Isto aconteceu de 1992 a 1996, com pelo menos cinquenta igrejas queimadas dentro desse período. A primeira igreja a ser queimada foi a Igreja Fantoft Stave, que se acredita ter sido causado por Varg Vikernes, do Burzum. Este caso nunca foi confirmado e ele foi julgado inocente, mas os motivos para a acusação estavam lá, uma vez que a capa do álbum Aske (1993) mostrava as cinzas do incêndio, com a tradução em inglês do álbum sendo "cinzas".

Vikernes foi considerado culpado de queimar a Holmenkollen Capela, a Igreja Skjold e a Igreja Asane. Vikernes e Euronymous também são creditados pelo planejamento da bomba na Catedral de Nidaros, que aparece na capa do álbum do Mayhem, De Mysteriis Dom Sathanas. O baterista do Mayhem, Hellhammer, também planejava queimar mesquitas e templos hindus com base de que eles eram estrangeiros, mas isso nunca chegou a acontecer. Vários músicos cometeram queimas de igrejas, como Faust e Samoth (Emperor), e Jorn Inge Tunsberg (Hades Almighty). Os membros da cena sueca começaram a queimar igrejas em 1993 para coincidir com os incêndios da Noruega.

Em 1993, Euronymous e Vikernes tiveram uma discussão que resultou na morte de Euronymous. Em 10 de agosto de 1993, Vikernes e Snorre Ruch “Blackthorn” (Thorns) dirigiram de Bergen para Oslo. Um confronto estourou entre Vikernes e Euronymous, o que resultou em Euronymous sendo esfaqueado até a morte. Seu corpo foi encontrado fora de seu apartamento com 23 golpes de faca – dois na cabeça, cinco no pescoço e dezesseis nas costas. É debatido qual foi a causa do assassinato, desde uma luta de poder sobre o contrato que o Burzum tinha assinado com a Deathlike Silence Productions, até Vikernes acreditando ter se defendido de Euronymous. A história teve várias versões. Vikernes foi preso em 19 de agosto e condenado a 21 anos em maio de 1994.

Ele também foi condenado à prisão pela queima de quatro igrejas, e por portar 150 quilos de explosivos. O álbum do Mayhem, De Mysteriis Dom Sathanas, apresenta Euronymous na guitarra e Vikernes no baixo. A família de Euronymous foi contra a inclusão de suas peças de baixo no álbum e pediu para serem regravadas, mas o baterista Hellhammer respondeu dizendo:

“Achei apropriado que o assassino e a vítima estivessem no mesmo disco”.

Vikernes foi libertado da prisão em 2009 e tanto o Mayhem quanto o Burzum continuam a fazer música até hoje.

 

 

O COMEÇO DO FIM...

O que muitos ignoram é a cena que estourou na segunda onda do Black Metal fora da Noruega, já que o país é visto como uma atraente e perturbadora história de terror dentro do gênero. A Polônia teve bandas como Behemoth e Graveland, a França apresentou grupos como Mutilation e Vlad, a Bélgica teve grupos como Ancient Rites e Enthroned e bandas como Black Funeral e Judas Iscariot estavam fazendo shows dentro dos Estados Unidos.

A Inglaterra também estava fazendo grande sucesso com sua cena Black Metal com grandes nomes como o Cradle of Filth. Isso só foi visto em sua primeira demo e álbum de estreia The Prince of Evil Made Flesh (1993), já que a banda abandonou suas raízes Black Metal e foi por um caminho mais Gothic Vampiric Metal. O grupo é considerado um dos mais bem sucedidos de metal extremo e ainda estão tocando em grandes festivais em todo o mundo até hoje.

Nas origens do Black Metal cada país tinha seu próprio estilo, mas em meados dos anos 1990 muitos desses países adotaram o estilo escandinavo. O jornalista Malcom Dome, da Kerrang!, afirmou que “o black metal, como o vemos em 1998, deve mais à Noruega e à Escandinávia do que a qualquer outro país”.

Bandas mais novas também aumentaram a sua qualidade de produção e introduziram outros instrumentos, tais como sintetizadores e orquestras.

Muitos dos pioneiros noruegueses se afastaram do Black Metal, incluindo Emperor, Immortal, Dimmu Borgir e Satyricon. Muitos fãs acreditam que eles tinham se vendido e se tornado muito comercializados, mas ao fazer isso essas bandas se tornaram maiores do que nunca, eles provavelmente superaram o gênero e a partir daí desenvolveram carreiras incrivelmente bem sucedidas como bandas de metal global.

Algumas das bandas dessa cena, no entanto, se tornaram muito mais sombrias do que nunca depois da morte de Euronymous. Jon Nodtveidt, do Dissection, ingressou na Misanthropic Light Orchestra (MLO), mas em 1997 ele e outro membro da MLO foram presos pelo assassinato de um homem de 37 anos. Foi utilizada uma estratégia de defesa porque o homem estava supostamente assediando a banda, mas devido ao fato do homem ser um imigrante homossexual, os músicos do Dissection foram acusados de ser uma banda nazista. Esta é uma declaração contra a qual Nodtveidt argumentou, sua banda sendo “apenas” nacionalista e racista. Nordtveldt mais tarde cometeu suicídio afirmando que “atingiu as limitações da música como uma ferramenta para expressar o que eu quero expressar, para mim e para o punhado de outros que me importam”, antes de dissolver o Dissection.

O Shining também se formou em 1996 e começou a escrever música sobre depressão e suicídio. Acredita-se que isso tenha sido influenciado pelo Burzum, notavelmente Filosofem (1993). O Shining é agora visivelmente uma das maiores bandas do chamado Suicidal Black Metal.

O Watain é outro grupo a crescer desde o boom inicial do Black Metal. O grupo tenta se voltar para o velho estilo e tradições. Bandas também apareceram desde então, como Wolves in the Throne Room, Destroyer 666, Melechesch, Sceptiflesh e Salem, que também ganharam atenção mainstream e agora são consideradas algumas das melhores bandas mais novas no Black Metal.

Como podemos perceber, o Black Metal emergiu de países com controle religioso pesado. Muitas das bandas no underground vêm de países fortemente muçulmanos, especialmente do Oriente Médio. Janaza é um bom exemplo. Sua demo Burning Quran Ceremony (2010) certamente vale uma conferida. A cena do Oriente Médio também é extensa com bandas como Seeds of Ibilis, False Allah e Mosque of Satan. Os grupos criaram o termo “Legião Anti-Islâmica Árabe” para descrever o seu grupo de bandas e algumas novas e incríveis músicas de Black Metal podem ser descobertas ouvindo apenas algumas delas.

Hoje, algumas bandas estão levando o que um dia foi o Black Metal a outro nível. O Rotting Christ é uma dessas bandas. Analisem bem sua música, pois chamar o som que o Rotting Christ faz de Black Metal é pouco… porque o que eles fazem está muito além disso. Além dos gregos, seus compatriotas do Scepticflesh também carregam a tocha da transformação.

Mas é, sem dúvida, o Behemoth, liderados pelo seu vocalista Adam Darski (Nergal), que tem tomado a frente do metal extremo, sendo responsável por algumas das obras mais brilhantes do gênero. Em especial The Satanist (2014), que é frequentemente indicado como um dos melhores discos do gênero em todos os tempos.

Visivelmente, a imagem do Black Metal se transformou, e o estilo, outrora precário e cru, tornou-se sinônimo de grandiosidade e majestosidade. Um gênero como este pode parecer extremista e até mesmo apenas uma ideologia qualquer, mas quando se olha mais para o gênero muito mais pode ser aprendido. O estilo da música é muito mais do que apenas um culto satânico, e quando se olha com mais atenção, muitas das bandas atuais que vemos são um resultado deste estilo de música. Este gênero vai durar para sempre e contanto que tenhamos boas bandas novas empurrando o movimento, ele só vai ficar cada vez mais criativo e mais inventivo conforme o tempo avança.

Muitas dessas bandas, antigas e atuais, vocês conferem em meu programa – Sacrilégio – de meia-noite às três da madrugada na Soturna Sintonia Webradio.

@arcanosoturno

 

 

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